sábado, 28 de junho de 2014

Caminhando no Salmo 119 (Parte 10)



Caminhando no Salmo 119
Iode (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico com esta letra)
73 As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me entendimento para aprender os teus mandamentos.
74 Quando os que têm temor de ti me virem, se alegrarão, pois na tua palavra coloquei a minha esperança.
75 Sei, Senhor, que as tuas ordenanças são justas, e que por tua fidelidade me castigaste.
76 Seja o teu amor o meu consolo, conforme a tua promessa ao teu servo.
77 Alcance-me a tua misericórdia para que eu tenha vida, porque a tua lei é o meu prazer.
78 Sejam humilhados os arrogantes, pois prejudicaram-me sem motivo; mas eu meditarei nos teus preceitos.
79 Venham apoiar-me aqueles que te temem, aqueles que entendem os teus estatutos.
80 Seja o meu coração íntegro para com os teus decretos, para que eu não seja humilhado.


Nossa seção de hoje do Salmo das Escrituras começa com uma declaração para colocar evolucionistas e naturalistas de cabelo em pé: Deus nos formou! (v.73) Somos feitura dEle, como diria o Salmo 139. Assim, Quem mais poderia conhecer os detalhes e os fatos mais intrínsecos do ser humano do que o seu Criador? Portanto, precisamos ir a Ele para obter respostas para nossa vida, através da Sua Palavra.
Nossa dependência e obediência das Escrituras servem de motivação para outros que desejam viver da mesma maneira (v.74); que maneira maravilhosa de motivar o povo de Deus, isto é, sendo modelo de vivência das Escrituras!
Mas, ser disciplinado é também parte da experiência do salmista ao andar com Deus (v.75); na qual ele reconhece a justiça de Deus em castigá-lo. Nosso Deus nunca nos disciplina por sadismo ou outro motivo torpe. Seu objetivo é sempre nos educar na prática da justiça e nos fazer mais semelhantes a Seu Filho. E em meio à disciplina (v.76), a certeza de que se trata de um ato de amor da parte de Deus deve nos consolar. Ele prometeu, e assim Ele agirá.
A humildade de clamar pela misericórdia de Deus (não receber o que merecemos) precisa ser um produto da disciplina (v.77). Arrogância e insubmissão apenas retratam que não aprendemos nada. E nos coloca em contraste com arrogantes (v.78) que podem, inclusive, terem sido instrumentos de Deus na nossa disciplina. Mesmo errados e mal intencionados, muitas vezes os planos maus de pessoas são usados por Deus. Por exemplo, os irmãos de José. Prejudicaram a José de forma arrogante e sem motivo (justificável), mas Deus soberanamente usou isso para realizar Seus propósitos eternos.
Em meio a tudo isso, não estamos sozinhos: aqueles que temem também ao Senhor estão ao nosso lado (v.79). Temor este gerado no entendimento das Escrituras.
Finalmente, a maneira de prevenirmos a necessidade de encontrarmos Deus na disciplina é um coração íntegro diante da Palavra de Deus. Eis aí a receita de vida feliz e vitoriosa.

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