Caminhando no Salmo 119
Iode (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico
com esta letra)
73 As tuas mãos me fizeram e me formaram; dá-me
entendimento para aprender os teus mandamentos.
74 Quando os que têm temor de ti me virem, se
alegrarão, pois na tua palavra coloquei a minha esperança.
75 Sei, Senhor, que as tuas ordenanças são justas,
e que por tua fidelidade me castigaste.
76 Seja o teu amor o meu consolo, conforme a tua
promessa ao teu servo.
77 Alcance-me a tua misericórdia para que eu tenha
vida, porque a tua lei é o meu prazer.
78 Sejam humilhados os arrogantes, pois
prejudicaram-me sem motivo; mas eu meditarei nos teus preceitos.
79 Venham apoiar-me aqueles que te temem, aqueles
que entendem os teus estatutos.
80 Seja o meu coração íntegro para com os teus
decretos, para que eu não seja humilhado.
Nossa seção de hoje
do Salmo das Escrituras começa com uma declaração para colocar evolucionistas e
naturalistas de cabelo em pé: Deus nos formou! (v.73) Somos feitura dEle, como
diria o Salmo 139. Assim, Quem mais poderia conhecer os detalhes e os fatos
mais intrínsecos do ser humano do que o seu Criador? Portanto, precisamos ir a
Ele para obter respostas para nossa vida, através da Sua Palavra.
Nossa dependência e
obediência das Escrituras servem de motivação para outros que desejam viver da
mesma maneira (v.74); que maneira maravilhosa de motivar o povo de Deus, isto
é, sendo modelo de vivência das Escrituras!
Mas, ser
disciplinado é também parte da experiência do salmista ao andar com Deus
(v.75); na qual ele reconhece a justiça de Deus em castigá-lo. Nosso Deus nunca
nos disciplina por sadismo ou outro motivo torpe. Seu objetivo é sempre nos
educar na prática da justiça e nos fazer mais semelhantes a Seu Filho. E em
meio à disciplina (v.76), a certeza de que se trata de um ato de amor da parte
de Deus deve nos consolar. Ele prometeu, e assim Ele agirá.
A humildade de
clamar pela misericórdia de Deus (não receber o que merecemos) precisa ser um
produto da disciplina (v.77). Arrogância e insubmissão apenas retratam que não
aprendemos nada. E nos coloca em contraste com arrogantes (v.78) que podem,
inclusive, terem sido instrumentos de Deus na nossa disciplina. Mesmo errados e
mal intencionados, muitas vezes os planos maus de pessoas são usados por Deus.
Por exemplo, os irmãos de José. Prejudicaram a José de forma arrogante e sem
motivo (justificável), mas Deus soberanamente usou isso para realizar Seus
propósitos eternos.
Em meio a tudo
isso, não estamos sozinhos: aqueles que temem também ao Senhor estão ao nosso
lado (v.79). Temor este gerado no entendimento das Escrituras.
Finalmente, a
maneira de prevenirmos a necessidade de encontrarmos Deus na disciplina é um
coração íntegro diante da Palavra de Deus. Eis aí a receita de vida feliz e
vitoriosa.
