domingo, 1 de junho de 2014

Caminhando no Salmo 119 (Parte 6)


Caminhando no Salmo 119
Vav (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico com esta letra)
41 Que o teu amor alcance-me, Senhor, e a tua salvação, segundo a tua promessa;
42 então responderei aos que me afrontam, pois confio na tua palavra.
43 Jamais tires da minha boca a palavra da verdade, pois nas tuas ordenanças coloquei a minha esperança.
44 Obedecerei constantemente à tua lei, para todo o sempre.
45 Andarei em verdadeira liberdade, pois tenho buscado os teus preceitos.
46 Falarei dos teus testemunhos diante de reis, sem ficar envergonhado.
47 Tenho prazer nos teus mandamentos; eu os amo.
48 A ti levanto minhas mãos e medito nos teus decretos.
Uma das coisas que o homem mais deseja é ser amado. Infelizmente, este desejo parte muito de uma necessidade egocêntrica e ensimesmada; mas, quando experimentamos o amor de Deus, começa nossa libertação disso. O amor dEle nos acalenta e nos preenche, é verdade; mas é centrado nEle, é para a glória dEle, e está assegurado pelas promessas dEle (v.41). E o resultado desse amor é uma postura inabalável diante dos desafios da vida (v.42), quer venham de pessoas ou circunstâncias. Nada realmente importa tanto: somos amados com um Amor incomparável, tanto quando incondicional e eterno!
Toda essa segurança e estabilidade passa pela presença da Palavra de Deus em nossos lábios, em nossa comunicação (v.43). Se confiamos nela, ela, no sentido de seus princípios, precisa estar na forma como nos portamos neste mundo. E comunicação é uma parte enorme disso. Palavras temperadas com o Espírito Santo e que edifiquem (Ef 4.29).
Diante de tais resultados, eis nossa resolução (v.44): obediência constante e para sempre. Claro que se trata de um enorme desafio, mas, ainda assim, que precisa ser feito. Só essa resolução trará “verdadeira liberdade” a nós; a liberdade de andar piedosamente, andar em obediência e submissão ao que o Senhor nos mostra em Seus preceitos (v.45).
Agora, tal maravilha não deve, nem pode, ficar guardada em nós ou para nós apenas. Ela precisa ser compartilhada (v,46). Como uma hipérbole, o salmista coloca o falar diante da autoridade máxima do mundo antigos: os reis! Mesmo diante deles, seremos arautos, proclamadores das verdades que trazem verdadeira liberdade!
Tal disposição nunca será cumprida por mera obrigação ou falta de alternativa; mas, sempre, por amor. Há um hedonismo santo nos mandamentos de Deus que nos faz não nos calarmos (v.47), antes proclamarmos às pessoas algo tão maravilhoso. As vemos viver aquém daquilo que Deus tem para elas, e nosso coração move nossos lábios, nosso amor por Deus e Sua verdade, nos constrange a compartilharmos. Isso, enquanto levantamos nossas mãos (v.48) em adoração ao Senhor ao meditar nessas verdades, dia após dia, e vê-las t as nossas próprias vidas!

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