Caminhando no Salmo 119
Vav (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico
com esta letra)
41 Que o teu amor alcance-me, Senhor, e a tua salvação, segundo a tua promessa;42 então responderei aos que me afrontam, pois confio na tua palavra.
43 Jamais tires da minha boca a palavra da verdade, pois nas tuas ordenanças coloquei a minha esperança.
44 Obedecerei constantemente à tua lei, para todo o sempre.
45 Andarei em verdadeira liberdade, pois tenho buscado os teus preceitos.
46 Falarei dos teus testemunhos diante de reis, sem ficar envergonhado.
47 Tenho prazer nos teus mandamentos; eu os amo.
48 A ti levanto minhas mãos e medito nos teus decretos.
Uma das coisas que
o homem mais deseja é ser amado. Infelizmente, este desejo parte muito de uma
necessidade egocêntrica e ensimesmada; mas, quando experimentamos o amor de
Deus, começa nossa libertação disso. O amor dEle nos acalenta e nos preenche, é
verdade; mas é centrado nEle, é para a glória dEle, e está assegurado pelas
promessas dEle (v.41). E o resultado desse amor é uma postura inabalável diante
dos desafios da vida (v.42), quer venham de pessoas ou circunstâncias. Nada
realmente importa tanto: somos amados com um Amor incomparável, tanto quando
incondicional e eterno!
Toda essa segurança
e estabilidade passa pela presença da Palavra de Deus em nossos lábios, em
nossa comunicação (v.43). Se confiamos nela, ela, no sentido de seus
princípios, precisa estar na forma como nos portamos neste mundo. E comunicação
é uma parte enorme disso. Palavras temperadas com o Espírito Santo e que
edifiquem (Ef 4.29).
Diante de tais
resultados, eis nossa resolução (v.44): obediência constante e para sempre.
Claro que se trata de um enorme desafio, mas, ainda assim, que precisa ser
feito. Só essa resolução trará “verdadeira liberdade” a nós; a liberdade de
andar piedosamente, andar em obediência e submissão ao que o Senhor nos mostra
em Seus preceitos (v.45).
Agora, tal
maravilha não deve, nem pode, ficar guardada em nós ou para nós apenas. Ela
precisa ser compartilhada (v,46). Como uma hipérbole, o salmista coloca o falar
diante da autoridade máxima do mundo antigos: os reis! Mesmo diante deles,
seremos arautos, proclamadores das verdades que trazem verdadeira liberdade!
Tal disposição
nunca será cumprida por mera obrigação ou falta de alternativa; mas, sempre,
por amor. Há um hedonismo santo nos mandamentos de Deus que nos faz não nos
calarmos (v.47), antes proclamarmos às pessoas algo tão maravilhoso. As vemos
viver aquém daquilo que Deus tem para elas, e nosso coração move nossos lábios,
nosso amor por Deus e Sua verdade, nos constrange a compartilharmos. Isso,
enquanto levantamos nossas mãos (v.48) em adoração ao Senhor ao meditar nessas
verdades, dia após dia, e vê-las t as nossas próprias vidas!

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