Caminhando no Salmo 119
Mem (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico
com esta letra)
97 Como eu
amo a tua lei! Medito nela o dia inteiro.
98 Os teus
mandamentos me tornam mais sábio que os meus inimigos, porquanto estão sempre
comigo.
99 Tenho
mais discernimento que todos os meus mestres, pois medito nos teus testemunhos.
100 Tenho
mais entendimento que os anciãos, pois obedeço aos teus preceitos.
101 Afasto
os pés de todo caminho mau para obedecer à tua palavra.
102 Não me
afasto das tuas ordenanças, pois tu mesmo me ensinas.
103 Como são
doces para o meu paladar as tuas palavras! Mais que o mel para a minha boca!
104 Ganho
entendimento por meio dos teus preceitos; por isso odeio todo caminho de
falsidade.
Eu sei que usamos o
verbo amar para coisas que gostamos, admiramos, com as quais nos entusiasmamos,
e que realmente amamos. Uma palavra flexível, e usada para diversas coisas e
pessoas. Porém, não há dúvida de que o salmista a usa (v.97) no sentido de amar
mesmo as Escrituras, uma vez que ele medita nelas “o dia inteiro”. É óbvio que
ele não passa o dia inteiro com a “cara enfiada” no santo livro. Mas, durante o
seu dia ele “rumina”, ele traz de volta à sua lembrança o texto do seu
devocional, da mensagem de domingo, daquele livro ou artigo cristão que ele
estava lendo. Ou seja, ele interaja o seu dia e sua rotina com as verdades das
Escrituras.
O resultado (v.98)
é sabedoria para a vida e para vencer os desafios (inimigos). Em lugar de usar
sua esperteza e sabedoria carnais, é preferível usar aquela que vem do alto (Tg
3.17). Igualmente, o meditar na Palavra de Deus o faz ultrapassar aqueles que
foram um dia referência para ele, seus mestres (v.99). Tal como aconteceu com
Paulo, em áreas específicas podemos crescer enquanto aqueles que vieram antes
de nós ficam, por assim dizer, para trás. Não que seja uma competição, pois em
outras áreas é muito provável que os lugares se invertam. Mas, não para com os
nossos inimigos e mestres. O crescimento na sabedoria que vem da Palavra pode
nos capacitar a ultrapassar mesmos aqueles que possuem mais experiência de vida
do que nós: os anciãos (v.100). Claramente, isso não muda o respeito que “as
cãs”, os cabelos brancos, merecem. Mas, é um sinal de que mesmo um jovem pode
ser exemplo para os adultos se o seu coração for tomado pela Palavra de Deus e
pela Sua sabedoria.
Os resultados
práticos dessa sabedoria estão no negativo e no positivo. Primeiro,
positivamente (v.101), ela nos ajuda a nos afastar do mau caminho. É realmente
ficar longe e não “brincar com o perigo”. E segundo, negativamente, ela nos
ensina a nos manter perto dos mandamentos de Deus, renovando e dando manutenção
a este crescimento em sabedoria (v.102).
Pode parecer algo
árido e seco, mas os ensinamentos da Palavra de Deus e aquilo que ela nos
ensina devem nos trazer prazer e deleite (v.103). O mel era a substância mais
prazerosa que existia no mundo antigo. Pense em todos os doces, chocolates e
tortas que temos hoje; não existiam. Mas, eles tinham o mel! O prazer de
comê-lo era menor do que o prazer dos ensinos recebidos do Senhor. Era o prazer
que lhe dava entendimento (v.104) e os faziam reconhecer o real e verdadeiro e,
por outro lado, o errado e falso.
Esta semana, renove
seu prazer na Palavra de Deus.
