Caminhando no Salmo 119
Zain (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico
com esta letra)
49 Lembra-te da tua palavra ao teu servo, pela qual
me deste esperança.
50 Este é o meu consolo no meu sofrimento: A tua
promessa dá-me vida.
51 Os arrogantes zombam de mim o tempo todo, mas eu
não me desvio da tua lei.
52 Lembro-me, Senhor, das tuas ordenanças do
passado e nelas acho consolo.
53 Fui tomado de ira tremenda por causa dos ímpios
que rejeitaram a tua lei.
54 Os teus decretos são o tema da minha canção em
minha peregrinação.
55 De noite lembro-me do teu nome, Senhor! Vou
obedecer à tua lei.
56 Esta tem sido a minha prática: Obedecer aos teus
preceitos.
Há momentos em que
passamos pelo “cadinho de Deus”, a forma de derreter metais. Quer sejam lutas,
doenças, indefinições, perseguições... elas vem para nos testar e moldar ao
caráter de Cristo. Nessas horas, a Palavra de Deus é nossa arma da esperança
(v.49); são nos conselhos de Deus que achamos a paz para passar pelo
sofrimento, pela tormenta (v.50). E isso não é privilégio de alguns; antes, é
para todo cristão!
Em meio às lutas,
pessoas se levantarão para tentar piorar nosso ânimo durante a luta. O seu e o
meu desafio é manter-nos firmados e resolutos naquilo que a Palavra nos coloca
(v.51). Diante de tamanha oposição, seremos tentados a lutar com as nossas
forças, ou, pior, com as armas da carne e do mundo. Mas, devemos nos manter na
lei do Senhor sem nos desviar.
O que fazer
enquanto a tempestade não passa? Muitos optam pela auto-comiseração, outros
pela vitimização, outros por culpar alguém. Diante de todas essas más decisões,
eis a melhor que podemos achar: lembrar-se do que já sabemos e conhecemos sobre
o agir de Deus (v.52). Olhe para a sua história e veja Deus lá. O passado foi
feito para ser uma biblioteca de sabedoria; quer seja nos nossos erros, quer
seja nos nossos acertos. E em tudo isso, vislumbrarmos como Deus agiu.
Porém,
eventualmente, podemos ser tomados de zelo pelas coisas de Deus (v.53). Ou
seja, mesmo em meio às lutas, nossa postura não é no chão, antes, estamos em
pé, lutando pelo Senhor. Neste verso, o salmista desfaz a imagem de uma pessoa
enrolada em posição fetal diante das lutas, e a substitui por um guerreiro que
atravessa a batalha todo ferido, mas, ainda lutando. A verdade não para apenas
porque estou sendo atacado.
Nesta peregrinação,
o alimento do guerreiro é a Palavra de Deus (v.54). Neles, ele louva a Deus;
com eles, ele compõe a sua letra de adoração. E após ter caminhado o dia
inteiro, de noite, o Senhor ainda está em sua lembrança através daquilo que Ele
o ensina em Sua lei (v.55). Como é reconfortante encontrar o equilíbrio da vida
nas Palavras da Vida! E saber que nosso agir está trilhando o caminho destas
Palavras (v.56).

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