sexta-feira, 6 de junho de 2014

Caminhando no Salmo 119 (Parte 7)



Caminhando no Salmo 119
Zain (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico com esta letra)
49 Lembra-te da tua palavra ao teu servo, pela qual me deste esperança.
50 Este é o meu consolo no meu sofrimento: A tua promessa dá-me vida.
51 Os arrogantes zombam de mim o tempo todo, mas eu não me desvio da tua lei.
52 Lembro-me, Senhor, das tuas ordenanças do passado e nelas acho consolo.
53 Fui tomado de ira tremenda por causa dos ímpios que rejeitaram a tua lei.
54 Os teus decretos são o tema da minha canção em minha peregrinação.
55 De noite lembro-me do teu nome, Senhor! Vou obedecer à tua lei.
56 Esta tem sido a minha prática: Obedecer aos teus preceitos.

Há momentos em que passamos pelo “cadinho de Deus”, a forma de derreter metais. Quer sejam lutas, doenças, indefinições, perseguições... elas vem para nos testar e moldar ao caráter de Cristo. Nessas horas, a Palavra de Deus é nossa arma da esperança (v.49); são nos conselhos de Deus que achamos a paz para passar pelo sofrimento, pela tormenta (v.50). E isso não é privilégio de alguns; antes, é para todo cristão!
Em meio às lutas, pessoas se levantarão para tentar piorar nosso ânimo durante a luta. O seu e o meu desafio é manter-nos firmados e resolutos naquilo que a Palavra nos coloca (v.51). Diante de tamanha oposição, seremos tentados a lutar com as nossas forças, ou, pior, com as armas da carne e do mundo. Mas, devemos nos manter na lei do Senhor sem nos desviar.
O que fazer enquanto a tempestade não passa? Muitos optam pela auto-comiseração, outros pela vitimização, outros por culpar alguém. Diante de todas essas más decisões, eis a melhor que podemos achar: lembrar-se do que já sabemos e conhecemos sobre o agir de Deus (v.52). Olhe para a sua história e veja Deus lá. O passado foi feito para ser uma biblioteca de sabedoria; quer seja nos nossos erros, quer seja nos nossos acertos. E em tudo isso, vislumbrarmos como Deus agiu.
Porém, eventualmente, podemos ser tomados de zelo pelas coisas de Deus (v.53). Ou seja, mesmo em meio às lutas, nossa postura não é no chão, antes, estamos em pé, lutando pelo Senhor. Neste verso, o salmista desfaz a imagem de uma pessoa enrolada em posição fetal diante das lutas, e a substitui por um guerreiro que atravessa a batalha todo ferido, mas, ainda lutando. A verdade não para apenas porque estou sendo atacado.
Nesta peregrinação, o alimento do guerreiro é a Palavra de Deus (v.54). Neles, ele louva a Deus; com eles, ele compõe a sua letra de adoração. E após ter caminhado o dia inteiro, de noite, o Senhor ainda está em sua lembrança através daquilo que Ele o ensina em Sua lei (v.55). Como é reconfortante encontrar o equilíbrio da vida nas Palavras da Vida! E saber que nosso agir está trilhando o caminho destas Palavras (v.56).

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