sábado, 6 de setembro de 2014

Caminhando no Salmo 119 (Parte 17)



Caminhando no Salmo 119

129 Os teus testemunhos são maravilhosos; por isso lhes obedeço.
130 A explicação das tuas palavras ilumina e dá discernimento aos inexperientes.
131 Abro a boca e suspiro, ansiando por teus mandamentos.
132 Volta-te para mim e tem misericórdia de mim, como sempre fazes aos que amam o teu nome.
133 Dirige os meus passos, conforme a tua palavra; não permitas que nenhum pecado me domine.
134 Resgata-me da opressão dos homens, para que eu obedeça aos teus preceitos.
135 Faze o teu rosto resplandecer sobreh o teu servo, e ensina-me os teus decretos.
136 Rios de lágrimas correm dos meus olhos, porque a tua lei não é obedecida.

Muitas coisas maravilham as pessoas ao nosso redor. Elas são atraídas pelas coisas mais frívolas e mesmo pelas coisas valiosas. Mas, raramente se maravilham pelas coisas de Deus; muito menos pela Sua Palavra. Não no caso do salmista (v.129). Eis aqui alguém que vem experimentando a pessoa de Deus e os efeitos da Sua Palavra em sua vida. Como não obedecer a esta Palavra? Palavras de um Deus as quais iluminam para ajudar até os inexperientes para que estes “emprestem” a sabedoria do Alto (v.130). Diante de tal realidade, o salmista fala como um poeta apaixonado, saudoso da fonte do seu amor. Apenas que neste caso, ele está apaixonado pelos mandamentos do Senhor e por estes mandamentos ele suspira (v.131). De novo: qual de nós experimentamos tal paixão pela Palavra de Deus em nossas vidas?
Então, o salmista clama por socorro (v.132), pela misericórdia do Senhor, pois Ele sempre age assim para com aqueles que amam o nome do Senhor. Amor de mostrado na obediência e no maravilhar diante dos ensinamentos da Palavra de Deus. Aqui o socorro pedido não se deve aparentemente a nenhum inimigo externo, mas ao inimigo interno de todos nós: o pecado (v.133). E por isso ele clama por direção. Sem a firme bússola da Palavra de Deus, assim como o salmista, somos todos presas de nossas emoções e racionalizações que nos levarão finalmente às garras do nosso próprio pecado.
Mas, também havia inimigos externos (v.134). Em lugar de buscar suas próprias forças e meios, ele busca também socorro no Senhor e sua motivação se encontra sempre no mesmo lugar, isto é, em obedecer a Deus. Do Senhor também vem a iluminação para que o salmista aprenda os ensinamentos do Senhor (v.135).
Mas, finalmente, o salmista expressa o maior motivo da sua tristeza. Não o pecado interior, não os inimigos do lado de fora (apesar de serem esses todos problemas graves). O salmista experimenta profunda tristeza por ver a impiedade, a injustiça e outras manifestações do pecado ao seu redor (v.136). Perceba que o foco não está no sofrimento humano, mesmo que isso seja uma triste realidade. Nem mesmo em nada humanamente triste e que levaria lágrimas mesmo ao coração do mais duro ateu. O foco do salmista é Deus, não o homem. Sei que o sofrimento é algo horrível; mas, a verdadeira tristeza é sabermos a causa dele, vê-lo ao nosso redor, e não chorarmos ou fazermos algo pela pregação do Evangelho da Graça.


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