Caminhando no Salmo 119
129 Os teus testemunhos são maravilhosos; por isso
lhes obedeço.
130 A explicação das tuas palavras ilumina e dá
discernimento aos inexperientes.
131 Abro a boca e suspiro, ansiando por teus
mandamentos.
132 Volta-te para mim e tem misericórdia de mim,
como sempre fazes aos que amam o teu nome.
133 Dirige os meus passos, conforme a tua palavra;
não permitas que nenhum pecado me domine.
134 Resgata-me da opressão dos homens, para que eu
obedeça aos teus preceitos.
135 Faze o teu rosto resplandecer sobreh o teu
servo, e ensina-me os teus decretos.
136 Rios de lágrimas correm dos meus olhos, porque
a tua lei não é obedecida.
Muitas coisas
maravilham as pessoas ao nosso redor. Elas são atraídas pelas coisas mais
frívolas e mesmo pelas coisas valiosas. Mas, raramente se maravilham pelas
coisas de Deus; muito menos pela Sua Palavra. Não no caso do salmista (v.129).
Eis aqui alguém que vem experimentando a pessoa de Deus e os efeitos da Sua
Palavra em sua vida. Como não obedecer a esta Palavra? Palavras de um Deus as
quais iluminam para ajudar até os inexperientes para que estes “emprestem” a
sabedoria do Alto (v.130). Diante de tal realidade, o salmista fala como um
poeta apaixonado, saudoso da fonte do seu amor. Apenas que neste caso, ele está
apaixonado pelos mandamentos do Senhor e por estes mandamentos ele suspira
(v.131). De novo: qual de nós experimentamos tal paixão pela Palavra de Deus em
nossas vidas?
Então, o salmista
clama por socorro (v.132), pela misericórdia do Senhor, pois Ele sempre age
assim para com aqueles que amam o nome do Senhor. Amor de mostrado na
obediência e no maravilhar diante dos ensinamentos da Palavra de Deus. Aqui o
socorro pedido não se deve aparentemente a nenhum inimigo externo, mas ao
inimigo interno de todos nós: o pecado (v.133). E por isso ele clama por
direção. Sem a firme bússola da Palavra de Deus, assim como o salmista, somos
todos presas de nossas emoções e racionalizações que nos levarão finalmente às
garras do nosso próprio pecado.
Mas, também havia
inimigos externos (v.134). Em lugar de buscar suas próprias forças e meios, ele
busca também socorro no Senhor e sua motivação se encontra sempre no mesmo
lugar, isto é, em obedecer a Deus. Do Senhor também vem a iluminação para que o
salmista aprenda os ensinamentos do Senhor (v.135).
Mas, finalmente, o
salmista expressa o maior motivo da sua tristeza. Não o pecado interior, não os
inimigos do lado de fora (apesar de serem esses todos problemas graves). O
salmista experimenta profunda tristeza por ver a impiedade, a injustiça e
outras manifestações do pecado ao seu redor (v.136). Perceba que o foco não
está no sofrimento humano, mesmo que isso seja uma triste realidade. Nem mesmo
em nada humanamente triste e que levaria lágrimas mesmo ao coração do mais duro
ateu. O foco do salmista é Deus, não o homem. Sei que o sofrimento é algo
horrível; mas, a verdadeira tristeza é sabermos a causa dele, vê-lo ao nosso
redor, e não chorarmos ou fazermos algo pela pregação do Evangelho da Graça.

Nenhum comentário:
Postar um comentário