Caminhando no Salmo 119
137 Justo és, Senhor, e retas são as tuas
ordenanças.
138 Ordenaste os teus testemunhos com justiça;
dignos são de inteira confiança!
139 O meu zelo me consome, pois os meus adversários
se esquecem das tuas palavras.
140 A tua promessa foi plenamente comprovada, e,
por isso, o teu servo a ama.
141 Sou pequeno e desprezado, mas não esqueço os
teus preceitos.
142 A tua justiça é eterna, e a tua lei é a
verdade.
143 Tribulação e angústia me atingiram, mas os teus
mandamentos são o meu prazer.
144 Os teus testemunhos são eternamente justos,
dá-me discernimento para que eu tenha vida.
Muitas injustiças
ocorrem ao nosso redor. Mesmo nosso coração é cheio delas. Assim, o salmista
aponta para Deus como fonte de justiça e Sua Palavra como a forma de conhece-la
(v.137). Assim, o Senhor determinou! Quando olhamos para regras, leis e
similares, todos estão debaixo da fragilidade da justiça humana; mas, não quando
vem do Senhor. Estes são “dignos de inteira confiança!” (v.138). Oh, se
encarássemos assim o que encontrássemos nas Escrituras a cada dia e
obedecêssemos sem hesitar ou duvidar!
O salmista está de
tal maneira embebido pelos ensinos do Senhor o que lhe incomoda não é o que adversários
fazem com ele, mas o ignorar dos mandamentos do Senhor (v.139). Os mesmos que
são dignos de confiança. Ele vem comprovando em sua vida tal confiança (v.140);
daí vem sua dificuldade de entender o porquê outros desprezam as ordenanças do
Senhor. Mas, ele... ele encontra nelas mais um motivo pelo qual amar ao Senhor.
Ele reconhece sua limitação, mesmo sua pecaminosidade, mas recorre aos
mandamentos do Senhor para se manter firme (v.141).
Tudo o que
aprendemos na vida é passageiro e questionável, mas podemos usar adjetivos como
“eterna” e declarar fatos como “é a verdade” (v.142) quando se trata da Palavra
de Deus (v.142). Estes são os fundamentos da vida daquele que anda com o Senhor
fielmente confiando em seus mandamentos.
Mas, não significa uma
receita de vida fácil. O salmista produz uma nota edificante ao dizer que mesmo
em meio à “tribulação e angústia” ainda encontra prazer na Palavra de Deus
(v.143). E ela nem sempre nos diz o que queremos ouvir, mas, o que precisamos
ouvir, a fim de na justiça de Deus, e não na nossa, possamos ver com clareza as
circunstâncias mesmo em meio a lutas e saber o que fazer. O nome disso é
discernimento (v.144). E ele preserva a nossa vida.

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