sábado, 16 de agosto de 2014

Caminhando no Salmo 119 (Parte 15)



Caminhando no Salmo 119
113 Odeio os que são inconstantes, mas amo a tua lei.
114 Tu és o meu abrigo e o meu escudo; e na tua palavra coloquei minha esperança.
115 Afastem-se de mim os que praticam o mal! Quero obedecer aos mandamentos do meu Deus!
116 Sustenta-me, segundo a tua promessa, e eu viverei; não permitas que se frustrem as minhas esperanças.
117 Ampara-me, e estarei seguro; sempre estarei atento aos teus decretos.
118 Tu rejeitas todos os que se desviam dos teus decretos, pois os seus planos enganosos são inúteis.
119 Tu destróis como refugo todos os ímpios da terra; por isso amo os teus testemunhos.
120 O meu corpo estremece diante de ti; as tuas ordenanças enchem-me de temor.

O verbo usado no início do nosso texto (v.113), pode parecer duro e até “anti-cristão” (a versão atualizada usa, “aborreço”), mas o significado é apenas de ultraje, inconformidade diante de um zelo pelas verdades da Palavra de Deus. Calma, ninguém vai matar ninguém neste versículo. E em contraste a este desprezo para com a Verdade das Escrituras, o salmista coloca Deus como a fonte de toda segurança que ele tem (v.114), e mais especificamente isso vem da esperança oriunda do que está na Palavra. É sempre bom relembrar-nos que a esperança bíblica não é uma possibilidade, mas, sim, uma certeza! Não é como dizermos, “Tenho esperança de rever meus amigos de infância”. Na verdade, a Bíblia nos traz promessas que são garantidas por Aquele que prometeu; e Ele sempre cumpre o que promete.
Muitas vezes, somos afetados pelas pessoas ao nosso redor. Diante disso, o salmista exclama que se afaste dele os desobedientes (v.115), pois ele deseja seguir o caminho da obediência. Claro que não devemos nos isolar totalmente das pessoas; porém, precisamos reconhecer quando alguém não é uma influência correta na nossa vida.
Enquanto as pessoas confiam nas suas capacidades, posses, realizações, o salmista pede que o Senhor o sustente segundo a Sua promessa (v.116) e o ampare, trazendo-lhe segurança (v.117). Quando experimentamos tal firmeza exterior à nossa fraqueza, o resultado é (1) a confiança que será o Senhor que não frustrará a minha confiança e (2) eu seguirei um padrão de foco nos decretos de Deus.
Muitos desejam seguir a Deus “do seu jeito”. Desde 3.000 anos atrás, o salmista já afirma que esses são rejeitados (v.118), e que seus planos são enganosos e inúteis! Ou seja, o contrário da Verdade e da utilidade para a vida que encontramos nas Escrituras. E mesmo que no verso 119, a destruição desses seja atribuída ao Senhor (e realmente está certo), Deus usa os enganos e inutilidades aos quais o ímpio se apega para provocar a destruição deste.
O salmista termina em amor aos testemunhos de Deus e temor (v.120) a eles ao mesmo tempo. Amamos e tememos estes mandamentos porque eles são definitivos na morte e na vida entre os desobedientes e obedientes. O que nos leva a nos pergunta o porquê de tantas vezes nos preferirmos o engano e a inutilidade do pecado e da nossa carne, quando temos tanta sabedoria revelada a nós nas Escrituras. O que você acha?

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