Caminhando no Salmo 119
113 Odeio os que são inconstantes, mas amo a tua
lei.
114 Tu és o meu abrigo e o meu escudo; e na tua
palavra coloquei minha esperança.
115 Afastem-se de mim os que praticam o mal! Quero
obedecer aos mandamentos do meu Deus!
116 Sustenta-me, segundo a tua promessa, e eu
viverei; não permitas que se frustrem as minhas esperanças.
117 Ampara-me, e estarei seguro; sempre estarei
atento aos teus decretos.
118 Tu rejeitas todos os que se desviam dos teus
decretos, pois os seus planos enganosos são inúteis.
119 Tu destróis como refugo todos os ímpios da
terra; por isso amo os teus testemunhos.
120 O meu corpo estremece diante de ti; as tuas
ordenanças enchem-me de temor.
O verbo usado no
início do nosso texto (v.113), pode parecer duro e até “anti-cristão” (a versão
atualizada usa, “aborreço”), mas o significado é apenas de ultraje,
inconformidade diante de um zelo pelas verdades da Palavra de Deus. Calma,
ninguém vai matar ninguém neste versículo. E em contraste a este desprezo para
com a Verdade das Escrituras, o salmista coloca Deus como a fonte de toda
segurança que ele tem (v.114), e mais especificamente isso vem da esperança
oriunda do que está na Palavra. É sempre bom relembrar-nos que a esperança
bíblica não é uma possibilidade, mas, sim, uma certeza! Não é como dizermos, “Tenho
esperança de rever meus amigos de infância”. Na verdade, a Bíblia nos traz
promessas que são garantidas por Aquele que prometeu; e Ele sempre cumpre o que
promete.
Muitas vezes, somos
afetados pelas pessoas ao nosso redor. Diante disso, o salmista exclama que se
afaste dele os desobedientes (v.115), pois ele deseja seguir o caminho da
obediência. Claro que não devemos nos isolar totalmente das pessoas; porém,
precisamos reconhecer quando alguém não é uma influência correta na nossa vida.
Enquanto as pessoas
confiam nas suas capacidades, posses, realizações, o salmista pede que o Senhor
o sustente segundo a Sua promessa (v.116) e o ampare, trazendo-lhe segurança
(v.117). Quando experimentamos tal firmeza exterior à nossa fraqueza, o
resultado é (1) a confiança que será o Senhor que não frustrará a minha
confiança e (2) eu seguirei um padrão de foco nos decretos de Deus.
Muitos desejam
seguir a Deus “do seu jeito”. Desde 3.000 anos atrás, o salmista já afirma que
esses são rejeitados (v.118), e que seus planos são enganosos e inúteis! Ou
seja, o contrário da Verdade e da utilidade para a vida que encontramos nas
Escrituras. E mesmo que no verso 119, a destruição desses seja atribuída ao
Senhor (e realmente está certo), Deus usa os enganos e inutilidades aos quais o
ímpio se apega para provocar a destruição deste.
O salmista termina
em amor aos testemunhos de Deus e temor (v.120) a eles ao mesmo tempo. Amamos e
tememos estes mandamentos porque eles são definitivos na morte e na vida entre
os desobedientes e obedientes. O que nos leva a nos pergunta o porquê de tantas
vezes nos preferirmos o engano e a inutilidade do pecado e da nossa carne,
quando temos tanta sabedoria revelada a nós nas Escrituras. O que você acha?

Nenhum comentário:
Postar um comentário