Caminhando no Salmo 119
Num (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico
com esta letra)
105 A tua
palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.
106 Prometi
sob juramento e o cumprirei: vou obedecer às tuas justas ordenanças.
107 Passei
por muito sofrimento; preserva, Senhor, a minha vida, conforme a tua promessa.
108 Aceita,
Senhor, a oferta de louvor dos meus lábios, e ensina-me as tuas ordenanças.
109 A minha
vida está sempre em perigo, mas não me esqueço da tua lei.
110 Os
ímpios prepararam uma armadilha contra mim, mas não me desviei dos teus
preceitos.
111 Os teus
testemunhos são a minha herança permanente; são a alegria do meu coração.
112 Dispus o
meu coração para cumprir os teus decretos até o fim.
O verso 105 é
provavelmente um dos poucos versículos do Salmo 119 que muita gente conhece. E
quão poderoso ele é ao comparar a Palavra de Deus com uma luz que expulsa as
trevas de diante de nós. Ao lê-lo, podemos imaginar uma trilha escura e
desconhecida, mas que vai sendo desvelada à medida que caminhamos por ela com
uma fonte qualquer de luz. E quando isso se torna uma realidade, podemos
resolutamente decidir obedecer àquilo que podemos enxergar (v.106). Porque,
oras, quem discute com o que vê como se não estivesse lá está à beira da
loucura!
O salmista chegou a
esta conclusão não “pelo amor”, mas, sim, “pela dor” (v.107). Porém, ela o
levou a (1) buscar segurança nas promessas de Deus e não em sua
autossuficiência em “sair dessa”. E não só isso, mas (2) o levou a um estado de
adoração diante da luta (v.108); ação de graças em lugar de murmuração.
Oh, quantas vezes
diante das lutas nos esquecemos daquilo que aprendemos na Palavra. Voltamos aos
recursos da carne e agimos (quase) como se nem Deus conhecêssemos! Mas, não o
salmista (v.109)! Mesmo reconhecendo a luta constante, os princípios da Palavra
são também constantes em sua vida. Nossas lutas existem, mas elas pioram muito
mais por nossas reações do que por qualquer outra coisa. Quando reagimos bem,
com dependência de Deus e gratidão, qualquer problema é enfraquecido em seu
alcance.
E é isso que o
salmista ilustra a seguir (v.110) descrevendo sua firmeza nos princípios da
Palavra, mesmo em meio à armadilhas contra a sua vida. Quer permanecer na
tempestade? Uma vida fundamentada em princípios eternos é a resposta.
E mesmo em meio a
isso, existe a realidade de vivermos em alegria (v.111). Isso porque não
esperamos nas bênçãos, mas nas coisas eternas, na herança eterna. Viver para a
eternidade, mesmos ainda aqui, nos liberta da opressão das coisas e
circunstâncias. E, nisso, precisamos saber que não basta começar bem,
precisamos também terminar bem (v.112).

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