domingo, 9 de novembro de 2014

O “pastorado” dos homens em seus lares


    "Dentro de suas próprias casas, eu digo, em alguns casos, você são bispos e reis; sua esposa, filhos, funcionários e familiares estão a sua responsabilidade e bispado; de vocês será requerido o cuidado e diligência com o qual você sempre os instrua no verdadeiro conhecimento de Deus ... Faça-os participantes na leitura, exortando e fazendo as orações comuns em cada casa, uma vez por dia, pelo menos."   John Knox, reformador escocês (1514-1572).
     Tragicamente, ouvi e testemunhei como que pais, especialmente os pais-homens, transferiam a responsabilidade espiritual de seus lares para a igreja e para a esposa. Se vendo como os “ganhadores de pão”, eles se convencem que criar os filhos “segundo a instrução e o conselho do Senhor” (Ef 6.4) seja uma atribuição de pastores, professores de EBD e, claro, das esposas.
    Contudo, o vocábulo “pateres” significa primordialmente “homens que são pais” e não se refere ao casal. De fato, dentre as versões em inglês, nenhuma optou por traduzir “parents” (pais no coletivo), mas, sim, “fathers” (“pais” do sexo masculino.
    Tal fato não significa que as mães não possuam papel algum na criação e instrução espiritual dos filhos. De maneira alguma Apenas destaca que tal papel deve ser encabeçado, incentivado e cobrado dos homens.
    Outra “desculpa” que homens contam a si mesmo é a vida moderna, dizendo que o tempo era mais disponível há 2.000 anos atrás e mesmo antes disso no A.T.. Tal pensamento é uma falácia. Na verdade, sem leis de trabalho modernas e tendo que lutar com a própria sobrevivência, homens geralmente trabalhavam mais do que trabalham hoje.
    Contudo, hoje, nosso tempo é consumido por distrações e falsas prioridades. Além é claro, muitas vezes, de pura indolência e preguiça. Sejamos sinceros: criar (e aturar) filhos dá trabalho. E será que vale a pena? Eu creio que sim.
    A primeira razão é o legado de ver um filho andando com o Senhor, o que deve ser o maior motivo de alegria  (3 Jo 4). Algo que fazemos em obediência a Deus, mas também por amor aos filhos.
    A Segunda razão é poupar-nos de decepções futuras. Filhos piedosos e convertidos são alvo da ação do Espírito Santo. Ele os conduzirá na Palavra e na santidade.
    A terceira razão é poupar a eles mesmos de dificuldades futuras. A vida já é difícil. Mais ainda se eles a encararem por si mesmos e sem caminhar com o Senhor.
    A quarta razão é a propagação do Reino. Nossos filhos com nossos primeiros discípulos se multiplicarão em outras vidas ganhas para Cristo, e também em seus próprios filhos ao continuarem o legado de piedade.
    Tudo o que precisamos, irmãos, é ter visão do futuro maravilhoso de uma família que anda com o Senhor. É valorizar isso mais do que a faculdade e o concurso que eles venham a conquistar. E perceber que estamos semeando para a eternidade; a eternidade com eles. Pois a coisa mais importante na vida é sermos salvos.

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