Caminhando no Salmo 119
153 Olha para o meu sofrimento e livra-me, pois não me esqueço da tua
lei.
154 Defende a minha causa e resgata-me; preserva a minha vida conforme a
tua promessa.
155 A salvação está longe dos ímpios, pois eles não buscam os teus
decretos. 156 Grande é a tua compaixão, Senhor; preserva a minha vida conforme as tuas leis.
157 Muitos são os meus adversários e os meus perseguidores, mas eu não me desvio dos teus estatutos.
158 Com grande desgosto vejo os infiéis, que não obedecem à tua palavra.
159 Vê como amo os teus preceitos! Dá-me vida, Senhor, conforme o teu amor leal.
160 A verdade é a essência da tua palavra, e todas as tuas justas ordenanças são eternas.
Frequentemente, enfrentaremos situações
que nos farão (ou pelo menos tentarão) nos fazer desesperar da vida (v.153).
Aquelas em que “o chão some” de debaixo dos nossos pés. Podem ser diferentes
daquelas que o salmista passa, mas duas coisas são iguais: (1) o efeito desamparo
em nossas vidas e (2) a fonte do nosso socorro. Isso, nunca mudará. A fonte,
claro, é Deus, mas o Salmo 119 insiste em toda a sua extensão em nos lembrar:
intimidade com a Palavra é a chave! “pois não me esqueço da Tua lei”. Muitas
situações difíceis podem ser resolvidas quando cremos corretamente e obedecemos
diligentemente através da Palavra de Deus. E podemos continuar clamando (v.154)
diante da injustiça focados naquilo que o Senhor promete na Sua Palavra e não
nas circunstâncias ao nosso redor ou em nós mesmos.
Na verdade, ao olharmos ao redor,
percebemos o desespero de causa naqueles que não tem o Senhor (v.155) e não em
nós. Nós contamos com a compaixão (v.156) do nosso Deus e Sua mão cuidando das
nossas vidas, conforme prometeu!
Diante das lutas, de adversários,
somos tentados a lutar com armas carnais, humanas. Nosso desafio é nos manter
nos princípios da Palavra de Deus (v.157) independentemente do que e de quem
esteja contra nós. Mateus 5 a 7 nos traz muito desta contra-cultura do Reino.
Atitudes e posturas que não conseguiremos por nós mesmos; apenas serão
possíveis através da Graça do nosso Deus.
E é reconhecendo que só conseguimos
por causa da Graça que nos entristecemos com o que vemos ao nosso redor
(v.158). Caso contrário, seríamos arrebatados pela arrogância de nos achar
melhores do que os que andam sem Cristo. Não nos enganemos. Não somos melhores:
CRISTO é muito melhor!
Continuemos apenas amando a Palavra
de Deus (v.159) como um mel doce para o corpo e como água para a boca sedenta e
experimentaremos os efeitos práticos da real vida Eterna que já vivemos. Fomos
chamados para esta vida, mas muitas vezes não a vivemos. Um andar em pecado e
mentira, em injustiça e autossuficiência precisa ser crucificado a cada dia. E,
assim, andando em verdade, na verdade da Palavra (v.160), experimentaremos os
ventos e brisas da eternidade... mesmo que ainda deste lado do céu.

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