sábado, 17 de maio de 2014

Caminhando no Salmo 119 (Parte 4)

Caminhando no Salmo 119
Dálet (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico com esta letra)
25 Agora estou prostrado no pó; preserva a minha vida conforme a tua promessa.
26 A ti relatei os meus caminhos e tu me respondeste; ensina-me os teus decretos.
27 Faze-me discernir o propósito dos teus preceitos; então meditarei nas tuas maravilhas.
28 A minha alma se consome de tristeza; fortalece-me conforme a tua promessa.
29 Desvia-me dos caminhos enganosos; por tua graça, ensina-me a tua lei.
30 Escolhi o caminho da fidelidade; decidi seguir as tuas ordenanças.
31 Apego-me aos teus testemunhos, ó Senhor; não permitas que eu fique decepcionado.
32 Corro pelo caminho que os teus mandamentos apontam, pois me deste maior entendimento.
  A quarta divisão do Salmo 119, começa no versículo 25 com um pedido em humilhação: preserva a minha vida; tal pedido é motivado, é abastecido de fé por algo que o salmista recebeu como palavra de Deus. Nossos pedidos precisam ser mais baseados no que Deus promete do que no que nós desejamos ou achamos importante.
Em meio a problemas, (v.26) nossa atitude para com o Senhor deve ser de transparência. Obviamente, Ele sabe de todas as coisas, mas existe algo de terapêutico em abrirmos nossa vida mesmo para Ele, o qual em resposta pode corrigir nossos caminhos segundo a Sua Palavra. Muito da qual, às vezes, é difícil para que entendamos (v.27), mas o salmista está pedindo o auxílio do Senhor para que ele entenda e possa meditar em tão maravilhosos propósitos.
Porém, de novo ele retorna à sua dor, mas não se desvia da fonte de consolo e restauração: sempre as Escrituras (v.28). E reconhece que, estando vulnerável, precisa muito da Graça do Senhor para não cair em armadilhas e continuar no caminho da obediência (v.29).
Em resposta ao seu próprio pedido, ele ainda se determina a um caminho de fidelidade; mesmo que ainda não tenha obtido resposta às súplicas até agora feitas (v.30-32). Ou seja, nossa fidelidade e obediência nunca podem ser condicionadas às ações do Senhor. Elas são o mínimo que o nosso Deus merece, enquanto, nós, nada merecemos. Decepções virão, mas permanecemos firmados por causa dos imutáveis mandamentos do nosso Deus. E assim, podemos percorrer o caminho trilhado pela Palavra de Deus confiados de ser o melhor caminho, pois mesmo que não vejamos o fim, já experimentamos agora o discernimento e entendimento vindos do Senhor deste caminho.

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