Caminhando no Salmo 119
Guímel (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico
com esta letra)
17 Trata com bondade o teu servo para que eu viva e
obedeça à tua palavra.
18 Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei.
19 Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.
20 A minha alma consome-se de perene desejo das tuas ordenanças.
21 Tu repreendes os arrogantes; malditos os que se desviam dos teus mandamentos!
22 Tira de mim a afronta e o desprezo, pois obedeço aos teus estatutos.
23 Mesmo que os poderosos se reúnam para conspirar contra mim, ainda assim o teu servo meditará nos teus decretos.
24 Sim, os teus testemunhos são o meu prazer; eles são os meus conselheiros.
18 Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei.
19 Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.
20 A minha alma consome-se de perene desejo das tuas ordenanças.
21 Tu repreendes os arrogantes; malditos os que se desviam dos teus mandamentos!
22 Tira de mim a afronta e o desprezo, pois obedeço aos teus estatutos.
23 Mesmo que os poderosos se reúnam para conspirar contra mim, ainda assim o teu servo meditará nos teus decretos.
24 Sim, os teus testemunhos são o meu prazer; eles são os meus conselheiros.
Este trecho do
Salmo 119 começa com um pedido que poderia ser parafraseado, “cuida de mim,
preserva a minha vida, para que eu tenha mais dias para obedecer à tua Palavra”.
Muitos querem uma vida longa para ser feliz mais tempo, rico por mais tempo,
bem-sucedido por mais tempo. Obedecer a Deus era a motivação da longevidade do
salmista.
De forma similar, a
visão, o entendimento é pedido para que ele conheça mais da Palavra (v.18) e de
suas maravilhas. E a necessidade de tudo isso é porque não somos deste mundo
(v.19) e precisamos da clareza dos mandamentos de Deus para obter a sabedoria
que nos ajudará a navegar por este mundo sem sermos abatidos pela artilharia
inimiga. E isso, é algo a se ansiar como a própria vida (v.20) ou um tesouro
precioso!
Reconhecer nossa
limitação reflete nossa humildade em depender de Deus e de Sua Palavra; coisa
que o homem que anda em seus próprios conselhos não tem (v.21). O fim deles não
é surpresa: serão repreendidos pelo Senhor. E a afronta e o desprezo que destinam
aos que andam nos mandamentos de Deus será removido como honra pela obediência
(v.22).
Uma decisão firme
em andar com Deus, mesmo em meio a oposição de pessoas influentes em nossas
vidas e que possuam algum poder temporário sobre nós (v.23) revela um homem ou
uma mulher de Deus que tem prazer na Palavra e sabe do valor de tê-la como sua
Conselheira de vida.
O segundo trecho do Salmo 119 começa exatamente oferecendo
conselho sobre isso (v.9). E a vida cheia da Palavra de Deus e da obediência a
ela é o caminho para esta pureza. Não apenas conhecimento, não apenas frases de
efeito tiradas (ou não) das Escrituras, muito menos sensações e emoções. O
caminho é pavimentado com decisões de obedecer. É ler a Bíblia contra mim. É
vela como um espelho que revela a maldade do meu coração e aponta para a
perfeição em Cristo.
Mas, o salmista é honesto em clamar por socorro para não se
desviar, mesmo que esteja intensamente buscando o Senhor (v.10). Precisamos
reconhecer que quedas acontecerão e que não é o “fim do mundo”; levantar-se
delas através da Graça de Deus é a única opção para àquele que O busca em
sinceridade.
A sinceridade está provada no zelo com a Palavra (v.11). Este
verso é usado muito como um incentivo a que se decore versículos bíblicos. Não
creio ser uma “forçação do texto”. Decorar textos bíblicos tem enorme serventia
em nosso crescimento espiritual e nas lutas. Porém, também creio que o texto
está falando novamente sobre obediência. Aquilo que está “no coração” tende a
reger a minha vida. E, então, adoramos enquanto clamamos a Deus para que Ele
mesmo seja o nosso tutor nessa caminhada em seus mandamentos (v.12).
No verso 13, o salmista escreve sobre falar os mandamentos de
Deus. Será que a Palavra de Deus está em nossas conversas? Ou isso é “coisa de
igreja”, “coisa de domingo”? Não apenas uma repetição monótona e religiosa, mas
os princípios dela estarem presentes em nossa rotina. Isso afetará, por
exemplo, nossa escala de valores: obediência é mais importante do que ser rico!
(v.14) E daí vem apenas a grande alegria de ver a Palavra permeando nossas
decisões, nossas vidas, nossas famílias, enfim, tudo! E o meditar diário nela
vai aumentando nosso prazer por ela em nossa vida diária (v.15-16). Esta é a
vida feliz e bem-aventurada!

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