domingo, 11 de maio de 2014

Caminhando no Salmo 119 (Parte 3)

Caminhando no Salmo 119
Guímel (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico com esta letra)
17 Trata com bondade o teu servo para que eu viva e obedeça à tua palavra.
18 Abre os meus olhos para que eu veja as maravilhas da tua lei.
19 Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.
20 A minha alma consome-se de perene desejo das tuas ordenanças.
21 Tu repreendes os arrogantes; malditos os que se desviam dos teus mandamentos!
22 Tira de mim a afronta e o desprezo, pois obedeço aos teus estatutos.
23 Mesmo que os poderosos se reúnam para conspirar contra mim, ainda assim o teu servo meditará nos teus decretos.
24 Sim, os teus testemunhos são o meu prazer; eles são os meus conselheiros.
 Este trecho do Salmo 119 começa com um pedido que poderia ser parafraseado, “cuida de mim, preserva a minha vida, para que eu tenha mais dias para obedecer à tua Palavra”. Muitos querem uma vida longa para ser feliz mais tempo, rico por mais tempo, bem-sucedido por mais tempo. Obedecer a Deus era a motivação da longevidade do salmista.
De forma similar, a visão, o entendimento é pedido para que ele conheça mais da Palavra (v.18) e de suas maravilhas. E a necessidade de tudo isso é porque não somos deste mundo (v.19) e precisamos da clareza dos mandamentos de Deus para obter a sabedoria que nos ajudará a navegar por este mundo sem sermos abatidos pela artilharia inimiga. E isso, é algo a se ansiar como a própria vida (v.20) ou um tesouro precioso!
Reconhecer nossa limitação reflete nossa humildade em depender de Deus e de Sua Palavra; coisa que o homem que anda em seus próprios conselhos não tem (v.21). O fim deles não é surpresa: serão repreendidos pelo Senhor. E a afronta e o desprezo que destinam aos que andam nos mandamentos de Deus será removido como honra pela obediência (v.22).
Uma decisão firme em andar com Deus, mesmo em meio a oposição de pessoas influentes em nossas vidas e que possuam algum poder temporário sobre nós (v.23) revela um homem ou uma mulher de Deus que tem prazer na Palavra e sabe do valor de tê-la como sua Conselheira de vida.

O segundo trecho do Salmo 119 começa exatamente oferecendo conselho sobre isso (v.9). E a vida cheia da Palavra de Deus e da obediência a ela é o caminho para esta pureza. Não apenas conhecimento, não apenas frases de efeito tiradas (ou não) das Escrituras, muito menos sensações e emoções. O caminho é pavimentado com decisões de obedecer. É ler a Bíblia contra mim. É vela como um espelho que revela a maldade do meu coração e aponta para a perfeição em Cristo.
Mas, o salmista é honesto em clamar por socorro para não se desviar, mesmo que esteja intensamente buscando o Senhor (v.10). Precisamos reconhecer que quedas acontecerão e que não é o “fim do mundo”; levantar-se delas através da Graça de Deus é a única opção para àquele que O busca em sinceridade.
A sinceridade está provada no zelo com a Palavra (v.11). Este verso é usado muito como um incentivo a que se decore versículos bíblicos. Não creio ser uma “forçação do texto”. Decorar textos bíblicos tem enorme serventia em nosso crescimento espiritual e nas lutas. Porém, também creio que o texto está falando novamente sobre obediência. Aquilo que está “no coração” tende a reger a minha vida. E, então, adoramos enquanto clamamos a Deus para que Ele mesmo seja o nosso tutor nessa caminhada em seus mandamentos (v.12).
No verso 13, o salmista escreve sobre falar os mandamentos de Deus. Será que a Palavra de Deus está em nossas conversas? Ou isso é “coisa de igreja”, “coisa de domingo”? Não apenas uma repetição monótona e religiosa, mas os princípios dela estarem presentes em nossa rotina. Isso afetará, por exemplo, nossa escala de valores: obediência é mais importante do que ser rico! (v.14) E daí vem apenas a grande alegria de ver a Palavra permeando nossas decisões, nossas vidas, nossas famílias, enfim, tudo! E o meditar diário nela vai aumentando nosso prazer por ela em nossa vida diária (v.15-16). Esta é a vida feliz e bem-aventurada!

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