sábado, 26 de abril de 2014

Caminhando no Salmo 119 (Parte 1)



Caminhando no Salmo 119
Álef (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico com esta letra)
1 Como são felizes os que andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem conforme a lei do Senhor!

2 Como são felizes os que obedecem aos seus estatutos e de todo o coração o buscam!

3 Não praticam o mal e andam nos caminhos do Senhor.

4 Tu mesmo ordenaste os teus preceitos para que sejam fielmente obedecidos.

5 Quem dera fossem firmados os meus caminhos na obediência aos teus decretos.

6 Então não ficaria decepcionado ao considerar todos os teus mandamentos.

7 Eu te louvarei de coração sincero quando aprender as tuas justas ordenanças.

8 Obedecerei aos teus decretos; nunca me abandones.

Felicidade é costumeiramente ligada a realizações, e realizações humanas: concluir um curso, conseguir um emprego, conseguir uma promoção, ter um filho, vencer uma doença.
E apesar do valor que essas coisas tem e como elas realmente produzem certa satisfação, todas elas são passageiras. Eventualmente, a emoção e o deslumbramento com a conquista passam, deixando no lugar uma boa lembrança apenas.
Para o salmista, a felicidade real e permanente está ligada à obediência à Palavra de Deus, a observar seus princípios e orientações (v.1).  E fazer isso, sinceramente, comprometidamente (v.2). Um compromisso que afeta cada esfera e pedaço da nossa vida. Que nos leva a viver em uma “contra-cultura” e fora do padrão estabelecido neste mundo. Sendo o resultado lógico, uma vida longe daquilo que Deus classifica como “mal” (v.3).
O salmista, então, observa que tal estilo de vida não é algo opcional, antes, é uma ordem do Senhor para todo aquele que se identifica como andando com o Senhor (v.4). Fidelidade é esperada de nós!
Mas, (sempre parece haver um “mas”) ele também reconhece sua (e nossa) luta: “quem dera...”; esta é a expressão de frustração interior ao perceber nossa luta para nos manter nos caminho do Senhor (v.5). Então, olhamos para o nosso proceder, nossas escolhas e pensamentos e percebemos a distância do padrão de obediência esperado por Deus (v.6)
Jesus, como nosso Sumo-sacerdote (Hb 4.15), compreende tudo que passamos. Ou seja, o salmista, eu e você não estamos diante de um Deus impassível à nossa luta; antes, Ele nos compreende.
Finalmente, ele coloca que seu compromisso e alvo é não se conformar às suas inconsistências e lutas, mas, sim, continuar buscando a obediência que o permitirá louvar com a sinceridade (coerência de vida) que o Senhor é digno (v.7), confiando que o Senhor estará sempre ao seu lado (v.8; cf. Is 66.2).

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