Caminhando no Salmo 119
Álef (cada verso nesta sessão, começa em Hebraico com esta letra)
1 Como são felizes os que
andam em caminhos irrepreensíveis, que vivem conforme a lei do Senhor!
2 Como são felizes os que
obedecem aos seus estatutos e de todo o coração o buscam!
3 Não praticam o mal e
andam nos caminhos do Senhor.
4 Tu mesmo ordenaste os
teus preceitos para que sejam fielmente obedecidos.
5 Quem dera fossem
firmados os meus caminhos na obediência aos teus decretos.
6 Então não ficaria
decepcionado ao considerar todos os teus mandamentos.
7 Eu te louvarei de coração
sincero quando aprender as tuas justas ordenanças.
8 Obedecerei aos teus
decretos; nunca me abandones.
Felicidade
é costumeiramente ligada a realizações, e realizações humanas: concluir um
curso, conseguir um emprego, conseguir uma promoção, ter um filho, vencer uma
doença.
E
apesar do valor que essas coisas tem e como elas realmente produzem certa satisfação,
todas elas são passageiras. Eventualmente, a emoção e o deslumbramento com a
conquista passam, deixando no lugar uma boa lembrança apenas.
Para
o salmista, a felicidade real e permanente está ligada à obediência à Palavra
de Deus, a observar seus princípios e orientações (v.1). E fazer isso, sinceramente, comprometidamente
(v.2). Um compromisso que afeta cada esfera e pedaço da nossa vida. Que nos
leva a viver em uma “contra-cultura” e fora do padrão estabelecido neste mundo.
Sendo o resultado lógico, uma vida longe daquilo que Deus classifica como “mal”
(v.3).
O
salmista, então, observa que tal estilo de vida não é algo opcional, antes, é
uma ordem do Senhor para todo aquele que se identifica como andando com o Senhor
(v.4). Fidelidade é esperada de nós!
Mas,
(sempre parece haver um “mas”) ele também reconhece sua (e nossa) luta: “quem
dera...”; esta é a expressão de frustração interior ao perceber nossa luta para
nos manter nos caminho do Senhor (v.5). Então, olhamos para o nosso proceder,
nossas escolhas e pensamentos e percebemos a distância do padrão de obediência
esperado por Deus (v.6)
Jesus,
como nosso Sumo-sacerdote (Hb 4.15), compreende tudo que passamos. Ou seja, o
salmista, eu e você não estamos diante de um Deus impassível à nossa luta;
antes, Ele nos compreende.
Finalmente,
ele coloca que seu compromisso e alvo é não se conformar às suas
inconsistências e lutas, mas, sim, continuar buscando a obediência que o
permitirá louvar com a sinceridade (coerência de vida) que o Senhor é digno
(v.7), confiando que o Senhor estará sempre ao seu lado (v.8; cf. Is 66.2).

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